terça-feira, 2 de março de 2010

O Abandono

A página em branco é sempre um desafio. Ela fica ali me dizendo que há um infinito de possibilidades a escrever, mas somente uma coisa será a certa. Tal como a esfinge ela me desafia a desvendá-la e eu aceito a provocação.
Escrever é sempre este parto em que na maioria das vezes você não gosta do que escreve, ou abandona pela metade uma história que simplesmente deixou de fluir. É algo revoltante, que provoca nossas entranhas, pois uma história abandonada debocha da sua cara. Chama-te de covarde, de fraco, de incompetente. É como um filho jogado na sarjeta que pelo resto dos dias vai te atormentar, arrancando sua paz. E não importam quantos textos você escreva depois, que estes façam sucesso e que você vire um escritor renomado, mas ao deitar a cabeça em seu travesseiro, ouvirá o sussurro dos textos abandonados deixados na gaveta do escritório, exigindo uma atitude, e seu sono demorará, pois em sua cabeça, você buscará incessantemente pela continuação do texto abandonado. E é aí que reside a maior armadilha de todas, pois nestas voltas que sua cabeça dará, outros textos surgirão, e com eles a possibilidade de novamente surgir outro que sem final, será teu tormento pelo resto dos dias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Mar


Mais uma dose direto do bico da garrafa.Fazia frio na areia. Muito vendo vindo do mar e ele só queria mais um trago.

Respirava fundo e se perdia em pensamentos. Não existia um mundo lá fora, somente aquele instante.

Chegara ali fugido de uma vida que lhe sufocava e finalmente encontrara a paz.

Só ele e o mundo...

Ficou nu e entro na água. Estava morna e gastou um bom tempo brincando nas ondas. Por fim, deixou-se flutuar olhando as estrelas.

Todas apareceram para ver que estranho visitante era aquele. Aquele sujeito sem medo e tão leve que chegava a flutuar a 10 cm do chão. O mar se agitava com sua presença e ele só fazia cantarolar músicas antigas, daquelas que ninguém mais escreve.

Assoviava como se não existisse nada que o pudesse perturbar, só o homem e o mar.

Saiu da água e esperou calmamente que o sol nascesse no horizonte. Era lindo e somente para ele. A praia totalmente deserta, pois somente ele esquecera a vida para poder observar o mundo.

Logo após, juntou suas coisas e voltou para o mundo, renovado, estava pronto para lutar mais mil batalhas! E sentia em seu peito um coração batendo a ponto de mal caber no peito e sim, ele venceria.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Formar

Uau!
Ser maior que o mundo foi dançar bastnte, foi beber bastante, foi estra com pesoas que gosto!
Me formei, acabo de chegar em casa e só preciso de um tempo para descrever em palavras.
sim, respirei a liberdade e agora o mundo me chama para saber se ele será meu ou não. Obrigado pela força!

domingo, 27 de setembro de 2009

Devanear...

Ser ou ser? Eis a questão? Que nada, somos sempre alguma coisa, afinal, existimos e se defendo que a existência precede a essência, é lógico que a gente existe e é alguma coisa!!!
Agora falar sobre escolhas, aí sim é angustiante, porque mesmo se tu decide por não escolher tu tá escolhendo!
Enfim...
Cansei...
Vou dormir...pensar nessas coisas dá angústia...prefiro sonhar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ela e meu atraso....

Cheguei ao hotel pontualmente atrasado, e minha bela já estava esperando em nossa mesa. De longe pude observá-la, pois sua beleza ofuscava todo o resto, mas me segurando, perguntei ao mitre onde ficava nossa mesa. E fui encaminhado até lá. Com raiva ela me recebeu friamente. Seca, perguntou o que eu estava fazendo para deixá-la esperando tanto. Disse que nem mil dias seriam suficientes para que eu me preparasse para estar diante de tal beleza que ela representava. Corada, ela ainda tentava manter a posição de contrariada, de brava, de mulher ofendida, mas eu sabia muito bem que aquela mascara de fúria era mantida somente pelo seu orgulho. Disparou uma torrente de xingamentos em minha direção e teatralmente encenei estar ofendido com aquilo, mas estava apenas analisando uma brecha em sua defesa para novamente atacar e fazer com que toda aquela fúria se transforma em fogo que queimaria nossa cama mais tarde quando nossos corpos se encontrassem.
Pedi um vinho de boa safra para que ocupada bebendo, ela não pudesse falar tanto. Por vezes as mulheres se ocupam tanto xingando que acabam se perdendo e no final das contas, acabam sem saber exatamente porque estão bravas. E se questionadas, vão dizer somente que é por causa de tudo! Oras, tudo uma ova. Sei muito bem o quanto ela gosta de minhas caricias, o quanto fica feliz quando apareço sem avisar e a levo para sair sem compromisso, quando a elogio e ela corada olha para o outro lado para que não perceba. Depois de duas taças de vinho, entre uma reclamação e outra, seguro sua mão e digo que até mesmo xingando eu a amo, que sim, eu estava errado e pergunto se ela me perdoa, porque do contrario saio dali correndo e me jogo na frente do primeiro caminhão que passar, digo que tudo que quero é estar com ela e tentando isso, muitas vezes acabo errando, mas que pouco a pouco estou aprendendo como fazê-la feliz e que se não estou conseguindo me vou e a deixo em paz. Sem palavras, vejo em seus olhos que ela se entregou. Aproximo-me e a beijo exatamente como da primeira vez em que fiz isto e sinto que ela estremece. Sussurro em seu ouvido que a quero levar dali para um lugar onde possa deixá-la nua e mostrar exatamente o quanto a quero. A puxo pela mão e deixo algum dinheiro para a conta. Chamo um taxi, deixando o carro para trás, afinal sem dirigir, as caricias podem começar bem mais cedo.
Nas escadas do prédio já a deixo sem fôlego com meus carinhos e ela fica com dificuldade em subi as escadas e dentro do apartamento, mal fechamos a porta e já retiro sua roupa como se fosse aquele nosso ultimo momento de vida. Em seguida faço com que cada canto do apartamento vire um novo lugar para as práticas sexuais. Terminada a maratona, deixo-a dormindo com um sorriso na boca, e saio do apartamento, com todo o cuidado de deixar um bilhete apaixonado dizendo o quanto aquilo foi bom para mim e dizendo que mal posso esperar o próximo momento em que vamos “brigar”. Sigo meu caminho na certeza total e absoluta que durante todo o dia, ela manterá um sorriso bobo na cara sonhando com o momento em que me atrasarei novamente...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Verdades...tosca.


Eis que a cá estou a lhe falar-lhe sobre verdades que todo mundo sabe mas ninguém não tá nem aí, e simplesmente ignora.
Eu( Diana), posso estar sendo um tanto crítica demais, mas fazer o quê? É da minha natureza apontar o que me incoMODA, isso mesmo...não gosto de MODA, só na estatística mesmo...(era pra ser engraçado, vai!)....kkkkkkk. Enfim.
Defendo piamente o direito de ser diferente, tenho uma amiga que não gosta de chamar a atenção, se vestindo de forma gritante e esquisita, que dá pra reconhecê-la de longe, aí me indago...não é melhor ser igual para não ser notada?! Sei não, só tô indagando...
Ser diferente é o quê afinal?
"Diferente:do Lat. diferrente
adj. 2 gén.,
que não é igual;
dissemelhante;
diverso;
alterado;
modificado;
mudado;
inexato."
Conceitos demais não!?
Pensa só como a vida seria se tudo fosse igual...
(pausa dramática, pessoas pensando - Não perturbe!)
Ia dar uma confusão legal né, hehe...
Bom que ninguém iria julgar ninguém pelas aparências, ia ser todo mundo igual!!!!!!
Mas ia ser chato...
Prefiro a merdinha do mundo assim, diferente, todo mundo querendo ser igual a todo mundo de forma diferente...piada!kkkk
Ah..tem mais nada pra dizer hoje não....vou me já!(cacofonia - adooooro!)
*Como a lápide diz: Aproveite suas diferenças,
porque um dia todo mundo vai ser igual de verdade!!!!**