segunda-feira, 23 de maio de 2011

Para Dormir

A dor continua e só faz crescer a certeza de que tudo isso é inútil. Escrevo numa tentativa de manter a sanidade, nesta busca de motivos para continuar respirando. E eu estou perdendo. Estou aqui trancado nesta cidade estranha. Sei que a maior parte do tempo vivo dentro de mim, mas preciso sair um pouco para ventilar esta pocilga de ratos que é meu coração. Muitas vezes eu quis a pena de alguém, quase sempre era uma mulher que ia me levar pra cama de achar que eu era tão medíocre quanto ela. Preferi tantas vezes mentir, fingir amor para satisfazer pessoas que eram e continuam sendo bem piores do que eu. Deixa dizer que vejo sempre o mundo do alto, mas desço para viver com vocês, ar puro nunca foi bom para mim, ou me ajudou a escrever. No Céu a bebida vai ser sempre choca e sem álcool, coisa para sujeitos que passaram pela vida sem uma boa foda ou que a faziam com nojo, na vergonha de assumir que na verdade gostavam do sexo oposto, seja ele qual for. Eu procuro foder com várias pessoas em vários aspectos. Se não estou fodendo alguém é porque estou sendo fodido e isso nunca é legal. Abro uma garrafa de bebida qualquer e em uma talagada já se foi a maior parte. Saio para a rua vestindo uma roupa qualquer, entro nos seus bares, peço a bebida mais cara e ela tem gosto de mijo, vou para o primeiro buraco de ratos e lá a bebida tem sim o gosto certo. Tem o gosto de ranço da vida, tem o gosto exato de lutar pela vida. Aquela bebida não aceita passivamente descer por sua guela abaixo. Não, ela luta, esperneia, te faz ter ânsias, queima sua boca. No estomago queima como o diabo, deixa o gosto amargo na boca, diz que foi feita para fortes, te faz sentir vivo. Nas veias te deixa louco, maluco, é destas que eu gosto. Entro nas suas festas, nestes cantos depressivos que vocês chamam de boates. Entro e danço de acordo com a graduação alcoólica. Vocês acompanham, pois estão perdidos, querem somente alguém para copiar e dizer que é a nova moda. Vocês estão perdidos e não sabem. Eu posso beijar a garota mais bela, mas de que me adianta outra garotinha que não está acostumada aos homens? Que sempre brincou com as amigas e que pro alguma convenção atual namora um cara que usa tanta tinta na cara quanto ela? Não, quero a mulher, aquela que viveu, que sabe que o belo é falso, o belo não é natural, pois na cama com suor a maquiagem borra toda, o perfume desaparece, sobra só aquele cheiro de gente, cheiro de dois animais que se merecem que estão em uma luta para arrancar um pedaço do outro e que não desistem. Eu saio com a garota de verdade, aquela que sabe o que quer entre as pernas, ao seu lado e em sua vida e não precisa que uma mesma pessoa ocupe todos estes lugares. E eu fodo até amanhecer, Saio marcado na pele e na alma. Tenho pena das pessoas que nunca viveram isso e por isso merecem ser fodidas. Só uma boa foda salva alguém. Salva da mediocridade, salva do tudo bem, salva das bonecas Barbies que se contentam apenas com os Ken’s. salva do trabalho inútil que não muda nada no mundo, salva deste desejo louco que se sente de comprar tudo e todos. Eu sai da linha de salvação, estou além de qualquer ajuda. Hoje vivo cada dia, cada hora. E ao sair da casa da garota, só o sol vai me incomodar, pois neste país não se abrem bares às 7 da manhã, só se pode abrir o bar depois que as igrejas estão prontas para receber os fieis e a santa bebida é a minha devoção. E vou pra casa, você não vai reconhecer como “casa” o seu sentido de casa é o lar feliz com papai e mamãe se amando e você nunca vai ser feliz até conseguir isso e nunca vai conseguir, desculpa dizer. Papai e mamãe abandonaram o lar. Mamãe hoje transa com quem ela quiser e fuma baseados trazidos por seus amantes e o papai esta neste momento sendo fodido por um baita negão e esta gostando. Não sei estou numa cruzada perdida para salvar as pessoas, numa tentativa imunda de salvar a minha alma. Continuo pois é o que me resta, mas quando deito na cama,

domingo, 26 de setembro de 2010

Ele e o Mar

A coisa que me lembro com maior vivacidade foi o momento em que a onda me pegou de lado
*Uma onda imensa que surgiu do nada em um mar calmo
*Lembro de ficar com as pernas para o ar e ver o mundo girar em um turbilhão de água salgada.
*Lembro de olhar em volta antes da onda vir
*E tentar escapar dela.
*Lembro que ao sair dela eu me sentia novo
*coração acelerado, corpo doído, mas feliz.
Como onda vieram minhas crises recentes
Resultados de decisões do passado
Crises que tomaram minha mente, meus sonhos, me* trabalho.
Lembrei do medo que sentia antes da viagem. Lembrei de como fiquei ressentido, dos mil motivos para ficar e de nenhum motivo ao certo *ar* seguir
De como pensei tanto em só ficar aqui
*Pensei na covardia que eu sentia
*No enjoo da viagem, nas dores do corpo
*Contra tudo eu decidi encarar a viagem
*Fiz todas as piadas de praxe, conversei com todos e animei o ónibus
*Na chegada precisei de pelo menos duas horas de Rio para ter a noção verdadeira de que eu estava ali
*Uma viagem para estudar e aprender mais sobre Psicologia, sobre saúde mental e arte.
*Acabei sabendo mais sobre mim. Descobri do que fugia e que desculpas encontrava
*Descobri como fui afogado em um mar de problemas que não escolhi para mim, mas continuava aceitando.
*Descobri que eu estava vivendo o sonho dos outros e deixando os meus em segundo plano. Tudo o mais importava, e eu morrendo no processo.
*Me lembrei do meu ataque de pânico quando a crise começou e do medo que sentia de tudo.
*Meu gatilho foi um sonho em que eu nitidamente me confrontava com meu medo de ir embora e encarar a vida
MAs de nada adianta fugir...
*Fugi tanto que acabei diante de um mundo que me desafiava
*de oportunidades de carreira que me acendiam a chama no peito novamente
*Sim, eu estava na onda novamente e em vez de ser levado como antes, eu estava em sua crista. Estava nadando na direção que eu queria.
*Eu queria ir para alto mar
*queria novamente ter opções, de ficar frustrado, de ter de volta minha inspiração.
*Queria novamente meu tempo livre e a vontade de estudar.
*A viagem foi bem maior dentro de mim do que aqui fora.
*E eu sentia o mar como um homem livre.
*Eu estava no comando da minha vida novamente e ninguém mais iria me tirar Isso.
*Sei que com isso terei noites insones.
*aceito novamente dormir com fome por não ter grana.
*Sei que posso perder amores, amigos e até minha família.
*Sei que muitos vão me chamar de louco.
*Muitos irão contra mim, virarão a cara.
*sei das pessoas que vão me julgar e negar ajuda.
*Mas nenhuma destas coisas ou pessoas conseguiu trazer de volta este sorriso que carrego já agora nos lábios,
*Garanto que nenhuma destas pessoas poderia me trazer de volta estas lágrimas de alivio que derramo agora.
*Só eu com minha coragem e os desafios do novo caminho sabemos como é bom ter estes momentos de volta.
*Sim, vou sair neste barco de sonhos que criei e velejá-lo com minha coragem. Aos que quiserem me acompanhar digo logo que é preciso coragem e um coração enorme. Coração bem grande, coração deste jeito do meu: MAIOR QUE O MUNDO!

terça-feira, 2 de março de 2010

O Abandono

A página em branco é sempre um desafio. Ela fica ali me dizendo que há um infinito de possibilidades a escrever, mas somente uma coisa será a certa. Tal como a esfinge ela me desafia a desvendá-la e eu aceito a provocação.
Escrever é sempre este parto em que na maioria das vezes você não gosta do que escreve, ou abandona pela metade uma história que simplesmente deixou de fluir. É algo revoltante, que provoca nossas entranhas, pois uma história abandonada debocha da sua cara. Chama-te de covarde, de fraco, de incompetente. É como um filho jogado na sarjeta que pelo resto dos dias vai te atormentar, arrancando sua paz. E não importam quantos textos você escreva depois, que estes façam sucesso e que você vire um escritor renomado, mas ao deitar a cabeça em seu travesseiro, ouvirá o sussurro dos textos abandonados deixados na gaveta do escritório, exigindo uma atitude, e seu sono demorará, pois em sua cabeça, você buscará incessantemente pela continuação do texto abandonado. E é aí que reside a maior armadilha de todas, pois nestas voltas que sua cabeça dará, outros textos surgirão, e com eles a possibilidade de novamente surgir outro que sem final, será teu tormento pelo resto dos dias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Mar


Mais uma dose direto do bico da garrafa.Fazia frio na areia. Muito vendo vindo do mar e ele só queria mais um trago.

Respirava fundo e se perdia em pensamentos. Não existia um mundo lá fora, somente aquele instante.

Chegara ali fugido de uma vida que lhe sufocava e finalmente encontrara a paz.

Só ele e o mundo...

Ficou nu e entro na água. Estava morna e gastou um bom tempo brincando nas ondas. Por fim, deixou-se flutuar olhando as estrelas.

Todas apareceram para ver que estranho visitante era aquele. Aquele sujeito sem medo e tão leve que chegava a flutuar a 10 cm do chão. O mar se agitava com sua presença e ele só fazia cantarolar músicas antigas, daquelas que ninguém mais escreve.

Assoviava como se não existisse nada que o pudesse perturbar, só o homem e o mar.

Saiu da água e esperou calmamente que o sol nascesse no horizonte. Era lindo e somente para ele. A praia totalmente deserta, pois somente ele esquecera a vida para poder observar o mundo.

Logo após, juntou suas coisas e voltou para o mundo, renovado, estava pronto para lutar mais mil batalhas! E sentia em seu peito um coração batendo a ponto de mal caber no peito e sim, ele venceria.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Formar

Uau!
Ser maior que o mundo foi dançar bastnte, foi beber bastante, foi estra com pesoas que gosto!
Me formei, acabo de chegar em casa e só preciso de um tempo para descrever em palavras.
sim, respirei a liberdade e agora o mundo me chama para saber se ele será meu ou não. Obrigado pela força!

domingo, 27 de setembro de 2009

Devanear...

Ser ou ser? Eis a questão? Que nada, somos sempre alguma coisa, afinal, existimos e se defendo que a existência precede a essência, é lógico que a gente existe e é alguma coisa!!!
Agora falar sobre escolhas, aí sim é angustiante, porque mesmo se tu decide por não escolher tu tá escolhendo!
Enfim...
Cansei...
Vou dormir...pensar nessas coisas dá angústia...prefiro sonhar.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ela e meu atraso....

Cheguei ao hotel pontualmente atrasado, e minha bela já estava esperando em nossa mesa. De longe pude observá-la, pois sua beleza ofuscava todo o resto, mas me segurando, perguntei ao mitre onde ficava nossa mesa. E fui encaminhado até lá. Com raiva ela me recebeu friamente. Seca, perguntou o que eu estava fazendo para deixá-la esperando tanto. Disse que nem mil dias seriam suficientes para que eu me preparasse para estar diante de tal beleza que ela representava. Corada, ela ainda tentava manter a posição de contrariada, de brava, de mulher ofendida, mas eu sabia muito bem que aquela mascara de fúria era mantida somente pelo seu orgulho. Disparou uma torrente de xingamentos em minha direção e teatralmente encenei estar ofendido com aquilo, mas estava apenas analisando uma brecha em sua defesa para novamente atacar e fazer com que toda aquela fúria se transforma em fogo que queimaria nossa cama mais tarde quando nossos corpos se encontrassem.
Pedi um vinho de boa safra para que ocupada bebendo, ela não pudesse falar tanto. Por vezes as mulheres se ocupam tanto xingando que acabam se perdendo e no final das contas, acabam sem saber exatamente porque estão bravas. E se questionadas, vão dizer somente que é por causa de tudo! Oras, tudo uma ova. Sei muito bem o quanto ela gosta de minhas caricias, o quanto fica feliz quando apareço sem avisar e a levo para sair sem compromisso, quando a elogio e ela corada olha para o outro lado para que não perceba. Depois de duas taças de vinho, entre uma reclamação e outra, seguro sua mão e digo que até mesmo xingando eu a amo, que sim, eu estava errado e pergunto se ela me perdoa, porque do contrario saio dali correndo e me jogo na frente do primeiro caminhão que passar, digo que tudo que quero é estar com ela e tentando isso, muitas vezes acabo errando, mas que pouco a pouco estou aprendendo como fazê-la feliz e que se não estou conseguindo me vou e a deixo em paz. Sem palavras, vejo em seus olhos que ela se entregou. Aproximo-me e a beijo exatamente como da primeira vez em que fiz isto e sinto que ela estremece. Sussurro em seu ouvido que a quero levar dali para um lugar onde possa deixá-la nua e mostrar exatamente o quanto a quero. A puxo pela mão e deixo algum dinheiro para a conta. Chamo um taxi, deixando o carro para trás, afinal sem dirigir, as caricias podem começar bem mais cedo.
Nas escadas do prédio já a deixo sem fôlego com meus carinhos e ela fica com dificuldade em subi as escadas e dentro do apartamento, mal fechamos a porta e já retiro sua roupa como se fosse aquele nosso ultimo momento de vida. Em seguida faço com que cada canto do apartamento vire um novo lugar para as práticas sexuais. Terminada a maratona, deixo-a dormindo com um sorriso na boca, e saio do apartamento, com todo o cuidado de deixar um bilhete apaixonado dizendo o quanto aquilo foi bom para mim e dizendo que mal posso esperar o próximo momento em que vamos “brigar”. Sigo meu caminho na certeza total e absoluta que durante todo o dia, ela manterá um sorriso bobo na cara sonhando com o momento em que me atrasarei novamente...